O que é o DANFE
O DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) é a representação impressa da NF-e. A nota fiscal eletrônica em si é um arquivo XML, assinado digitalmente pelo emitente e autorizado pela Secretaria da Fazenda (SEFAZ) do estado. O DANFE resume esse arquivo numa folha A4, com a chave de acesso de 44 dígitos e o código de barras correspondente.
O DANFE foi criado junto com a NF-e pelo Ajuste SINIEF 07/2005. Ele acompanha a mercadoria em trânsito, colhe, no canhoto, a assinatura de quem recebe e facilita a consulta da nota pela chave de acesso. O leiaute está no Anexo II do Manual de Orientação do Contribuinte (MOC), publicado no Portal Nacional da NF-e.
O DANFE não é a nota fiscal. Quem tem validade jurídica é o XML autorizado. Por isso, quem compra deve guardar o XML, e não só o PDF, pelo prazo da legislação tributária (em regra, cinco anos; confirme o prazo com o seu contador).
Quando você precisa do DANFE
Os casos mais comuns:
- Receber mercadoria: a carga chega com o DANFE impresso, e o canhoto é destacado e assinado na entrega.
- Lançar a nota na contabilidade ou no financeiro: o fornecedor mandou só o XML por e-mail, e o escritório contábil, o setor de compras ou o banco pedem o documento em PDF.
- Conferir uma compra antes de pagar: quem emitiu, os itens, os impostos destacados, as duplicatas e o valor total.
- Reimprimir uma nota que você emitiu: o emissor não guardou o PDF ou o sistema saiu do ar, mas o XML está com você.
- Vendas online: mandar o DANFE junto com o pedido ou com a etiqueta de envio.
O XML da nota: o que é e onde conseguir
O XML é o próprio documento fiscal. O arquivo que o emitente envia depois da autorização (o XML de distribuição, que costuma ter procNFe ou -nfe no nome) traz a NF-e e o protocolo de autorização da SEFAZ. O XML sem protocolo é o arquivo gerado antes do envio à SEFAZ: dele também sai um DANFE, com a marca “SEM PROTOCOLO DE AUTORIZAÇÃO”. Um DANFE gerado de XML sem protocolo não comprova a autorização e não deve acompanhar mercadoria.
O emitente normalmente manda o XML por e-mail, junto com o PDF. Se você recebeu só o DANFE em papel ou só a chave de acesso, peça o XML ao fornecedor. No portal da NF-e, a consulta pública pela chave mostra os dados da nota, mas o download do XML completo, em regra, exige o certificado digital de uma das partes (emitente, destinatário ou transportador).
NF-e, NFC-e e NFS-e: qual é a diferença
As três são documentos fiscais eletrônicos em XML, mas têm leiautes e órgãos autorizadores diferentes:
- NF-e (modelo 55): nota de venda e circulação de mercadorias, autorizada pela SEFAZ do estado. A representação impressa é o DANFE em folha A4.
- NFC-e (modelo 65): nota do varejo para o consumidor final, que substituiu o cupom fiscal. O DANFE NFC-e é um comprovante estreito, de bobina, com um QR Code para o consumidor consultar a nota no site da SEFAZ. Também geramos esse modelo.
- NFS-e: nota de prestação de serviços, ligada ao ISS dos municípios. A NFS-e de padrão nacional tem a sua própria representação, o DANFSe: veja a página DANFSe.
O que o DANFE gerado aqui mostra
Seguimos o modelo retrato do Anexo II do MOC (versão 7.00), com os quadros do modelo retrato. Valores, quantidades e datas aparecem exatamente como estão no XML, sem arredondamento: um valor unitário com dez casas decimais continua com elas.
- Canhoto de recebimento, identificação do emitente, número, série, folha e o código de barras CODE-128C da chave de acesso.
- Natureza da operação, protocolo de autorização, inscrições estaduais e CNPJ do emitente.
- Destinatário, fatura e duplicatas, cálculo do imposto e transportador com os volumes.
- Todos os itens (até 990 itens), com as informações adicionais de cada produto, em quantas folhas forem necessárias.
- Informações complementares do contribuinte e do fisco. Se o XML já traz totais de IBS, CBS e Imposto Seletivo (reforma tributária), eles aparecem nesse quadro.
- Marcas no próprio documento: “SEM VALOR FISCAL” para notas de homologação; “SEM PROTOCOLO DE AUTORIZAÇÃO” quando o XML não traz o protocolo desta nota (ou traz o de outra chave de acesso); “CHAVE DE ACESSO INVÁLIDA”, sem código de barras, quando o dígito verificador da chave não confere. No DANFE NFC-e, o aviso sai em destaque no corpo do documento: “Sem protocolo de autorização no XML”.
- Textos maiores que o tamanho máximo previsto no leiaute da NF-e são cortados no PDF, e avisamos na tela. O XML continua completo.
O que não fazemos
Não consultamos a SEFAZ. O DANFE mostra o que está no XML. Se a nota foi cancelada depois, se recebeu carta de correção ou se o arquivo foi alterado, o XML não mostra isso. Para confirmar a situação, consulte a chave de acesso no Portal Nacional da NF-e ou no site da SEFAZ do emitente.
Não geramos o DANFE só com a chave de acesso. Sem o XML não há de onde tirar os itens e os valores, e buscar a nota pela chave exige consultar a SEFAZ, o que não fazemos.
Não validamos a assinatura digital. Informamos se o XML está assinado e com qual certificado, mas não verificamos a assinatura.
Contingência em formulário de segurança (FS-IA e FS-DA): o DANFE dessas notas deve ser impresso em papel de segurança. O PDF gerado aqui é só uma reprodução, e o documento diz isso.
O DANFE vai mudar com a reforma tributária: a Nota Técnica 2026.010 traz um modelo novo, com os totais de IBS, CBS e IS, previsto para produção a partir de 1º de dezembro de 2026. O modelo gerado aqui é o atual (MOC 7.00).